Na última sexta-feira dia 14, tivemos a oportunidade de conhecer melhor a Fundação Iberê Camargo e o Jockey Club de Porto Alegre. Primeiramente, visitamos a Fundação Iberê Camargo, lá pudemos observar e aprender sobre sua arquitetura e processo de construção.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foram as iluminações zenitais difusas, pois não havia iluminação direta nos corredores ou nas obras como na maioria dos museus. Outro aspecto que merece destaque são os vãos que existem entre piso/parede ou teto/parede (descolados) que, além de dar a sensação de estar flutuando, muitas vezes, tem uma função como fluxo de ar, por exemplo. Também pudemos observar os pilares “T” e “L” semelhantes aos que usamos na maquete do exercício 5. Outra relação bastante utilizada pelo arquiteto dentro do espaço é a exploração de ambientes ora amplos, ora estreitos, o que pode nos dar a sensação de isolamento/confinamento, mesmo que inconscientemente.
Os detalhes também são bem presentes na obra de Álvaro Siza, é possível observar a preocupação com o acabamento, bem como a posição estratégica de cada abertura, modelando os tons de branco (luz) /cinza (penumbra) do museu.
Já no Jockey Club, pudemos observar outro estilo. O que mais chama a atenção é a estrutura de sustentação baseada em tirantes, pilares duplos e contra-peso.
Outro aspecto que merece destaque é a grande parte de vidro que completa a estrutura. De dia, o foco é a estrutura do prédio e a noite, apenas a “caixa de vidro” é visível através de iluminações (spots) internas.
Internamente, podemos citar a existência de alguns elementos curvos, a escada que, assim como a fachada, também é sustentada por tirantes. Os brises completam a estrutura para controlar a incidência de luz solar.


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